Práticas de GP para reduzir desperdícios e custos em obras de Engenharia e Construção 

Posted on May 10st, 2017

Palestrante: Rogério Severo

Realizado em: 10 de Maio de 2017 sobre o tema: Práticas de GP para reduzir desperdícios e custos em obras de Engenharia e Construção

Resumo da Oficina:

O webinar tem por objetivo apresentar como o uso de boas práticas de gerenciamento de projetos e de engenharia de custos podem ser utilizados para reduzir os custos em obras, melhorando a performance e os resultados financeiros em contratos e empresas de engenharia e em projetos de construção. Abordará lições aprendidas e práticas ágeis recomendadas pelos profissionais da área apresentadas na Norma de Extensão de Construção do PMI, Lean Thinking e metodologia ágil de Lean Construction.

Mini Currículo:

Engenheiro, palestrante e consultor com vivência internacional, especialista com larga experiência em obras nos setores público e privado, nas áreas de custos, orçamentos, planejamento, monitoramento e gerenciamento da construção de empreendimentos. Domínio pleno das metodologias de Gerenciamento de Projetos, de Processos, Lean Manufacturing e Lean Office para controle de empreendimentos e equipes de engenharia em obras complexas. Possui certificação PMP de Gestão de Projetos e certificação CRK com Notório Saber em Engenharia de Custos, é voluntário do PMI-RS e é voluntário para tradução do PMBOK para o português, bem como da equipe de especialistas da Extensão de Construção do PMBOK. Sócio diretor da Technique Engenharia, atua há mais de vinte anos nos segmento de óleo & gás, energia, mobilidade urbana, infraestrutura, saneamento e construção imobiliária. A Technique vem trabalhando em diferentes modalidades contratuais do Mercado Privado, tais como EPC (Engineering, Procurement and Construction), Lump Sum, Turn-key, Contratos de Aliança, Sucess-Fee e Registro de Preços bem como, nas ligadas as Obras Públicas (Empreitada Global, Empreitada de Preços Unitários, Empreitada Integral e Integrada) e o RDC (Regime Diferenciado de Contratação).

Perguntas e Respostas:

Abaixo segue as perguntas e respostas realizadas durante o webinar. Alguns comentários podem variar em relação ao que foi gravado no webinar.

Heron: Q:  Em relação ao Eva, custo real, não teria que abater os custos que ainda estão no almoxarifado ou os que ainda não entraram no almoxarifado?

Rogério Severo: R: Sim Heron, o custo real precisa ter bem avaliado, antes do início de uma obra, a forma como será analisado na Gestão de Custos para que se possa descontar o custo do estoque, que é aquele material comprado, que por vezes já se pagou e ainda não foi aplicado no processo de construção. Isso é algo que dificulta o uso de EVA em obras pois definir corretamente o valor do estoque é sempre algo de bastante complexidade.

 

Eriston Diego: Q:  em relação a esses planos, seria interessante trabalhar com algumas ações proativas para que nossa programação de atividades não tenha interferências e iniciem no prazo estimado? Essas ações seriam algumas atividades que não estão no cronograma, mas seriam de total importância, como por exemplo verificação de ferramentas e equipamentos antes do início de uma atividade

Rogério Severo: R: Perfeito Eriston, a etapa de eliminação de restrições, como no exemplo que deste de confirmar se temos as ferramentas e eqptos antes de iniciar uma atividade é realmente uma obrigação usando a filosofia de Lean Construction e é feita em uma reunião de médio prazo na obra, antes de podermos fazer o planejamento de curto prazo. Normalmente, se não conseguimos eliminar a(s) restrição(ções) não lançamos a atividade no planejamento semanal (PCP). Se, porventura realizamos a atividade na semana, essa tarefa é uma tarefa reserva a não entra no cálculo de produtividade (PPC) daquela semana, mas que ao final faz com que não percamos tempo para a próxima semana.

 

Heron: Q: aproximadamente, você tem o percentual de redução de custo, ou diminuição de retrabalho, que se alcança com GP,BIM e LEAN?

Rogério Severo: R: Heron, nós temos visto que o uso de GP + Lean reduz custos da ordem de 10% no valor das obras o que, pelo seu valor significativo de investimento em obras frente ao valor do custo de usar GP+Lean (da ordem de 2%) é retorno e economia garantido. Já em relação ao BIM a melhoria é evidente pois não gerará hora parada na execução, as vezes 1 ou 1,5 anos antes. Temos que lembrar que toda a hora parada no processo produtivo é uma hora com muitos recursos e um total desperdício gigantesco e que deve ser eliminada pelos gestores.

 

Prudente: Q:  Poderia exemplificar quais são os treinamentos previstos no planejamento que irão ocorrer no canteiro.

Rogério Severo: R: Prudente, um dos tipos de treinamentos possíveis de serem feitos é os ligados a segurança do trabalho. Fazer DDS (Diálogo Diário de Segurança) no inicio do dia em obras, e leia-se deve ser feito em obras públicos e privadas,

 

Adilson: Q: É possível implementar o BIM na Indústria ?

Rogério Severo: R: Adilson, já se usa em projeto de fabricas o uso de tecnologias PDMS que são muito superiores ao BIM e usados a muito tempo. A indústria também tem Facilitie Management também de forma muito madura para acompanhar a operação das indústrias em operação.

 

Prudente: Q: Com o trabalho que é realizado por você e sua equipe, qual é a nota que o cliente atribui a você?

Rogério Severo: R: Prudente, a nota do nosso cliente é a continuidade de atividade em outros projetos, desde que eles passam a participar de nosso portfólio. Atendendo desde a fase de orçamentos em seus diversos tipos (viabilidade, custos básicos, custos detalhados, implantação de custos em ERPs), passando para planejamento, implementação de lean, monitoramento & controle, gestão de mudanças, auditorias, reinvindicações & claims, puch list e em outras áreas das obras de nossos clientes é algo que buscamos sempre. Por isso, nossa empresa chegou aos 20 anos no mês passado.

 

Henrique Diniz: Q: Como as práticas de GP estão alinhadas a processo de comissionamento?

Rogério Severo: R: Estão totalmente alinhadas Henrique. Se não realizamos adequadamente as práticas de GP em um empreendimento e fábrica, certamente o comissionamento será realizado com grande dificuldade pois faltará documentação, data-book, manuais de eqptos, etc.

 

Gisele Gobetti: Q: você acha viável  uma capacitação especifica da mão de obra para leitura de projeto arquitetônico e complementares , isso evitaria retrabalho e agilizaria o entendimento do empreendimento?

Rogério Severo: R: Certamente Gisele. Entendo que é viável e totalmente necessário capacitar a equipe de produção na obra para que todos entendam corretamente a informação que as plantas (ou seja, os projetos de arquitetura e engenharia) carregam. Acredito também que em breve teremos algum dispositivo eletrônico que nos permita ver as plantas e todas suas disciplinas em um holograma 3D. O BIM é um dos passos que está nos levando para esse momento. Ainda não sei como vai ser esse dispositivo, mas desejo que esse dia chegue logo.

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